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Plantas Invasoras: Seus perigos e como controlar infestações


Por Equipe H.J. Baker em 11/01/2019

Algumas plantas que invadem os pastos podem ser muito perigosas para o seu gado e, consequentemente, para a sua produtividade. Atualmente são conhecidos mais de 50 tipos dessas plantas tóxicas para os bovinos, sendo uma das principais causas das ocorrências óbito, aborto e perda produtiva.

Mas por que essas infestações ocorrem? Quais os tipos de plantas daninhas que você precisa conhecer? Como prevenir sua aparição nas pastagens?

Pode ficar tranquilo: vamos responder a algumas dúvidas ao longo do texto!

 

Principais plantas tóxicas e o que causam

 

Vamos abordar aqui as plantas tóxicas mais comuns e mais prejudiciais ao seu rebanho para você ficar atento.

São dois os tipos de plantas que podem infestar as pastagens. Um deles é composto por árvores pequenas e plantas como arbustos, que possuem um crescimento mais lento. Por conta dessas características, seu aparecimento é comum em pastagens já bem formadas.

O outro tipo são plantas que costumam nascer em pastagens com um manejo inapropriado, com má formação ou prejudicadas pelo excesso de cabeças em uma mesma área. Assim, são plantas que precisam de muito controle, pois crescem rapidamente.

Essas plantas podem causar danos terríveis à saúde dos animais e lavá-los a óbito. Elas hospedam parasitas como mosca de berne, ferem os animais (por conta de espinhos, por exemplo) e prejudicam a produtividade da pastagem.

Conheça algumas das vilãs

  • Uma das plantas tóxicas relevantes é conhecida como Cafezinho ou Erva-de-rato. Ela está em quase todas as regiões do Brasil, sendo facilmente encontrada, com exceção do Sul do país. Ela possui alto grau de periculosidade, principalmente em função de sua ampla distribuição no território nacional, pode ser consumida em qualquer época do ano e possui boa palatabilidade. Dependendo da espécie e da concentração, o animal pode vir a falecer em até 15 minutos.

· A Samambaia é outra planta relevante, mantendo a toxicidade tanto verde quanto seca, mas o perigo maior está na fase de brotação. Ela aparece em locais após derrubada de mata, em beira de estradas e barrancos e em lugares com solo arenoso e ácido.

  • Presente na região Sudeste, o Cipó-preto tem maior ação de intoxicação em animais que passam por restrição alimentar, já que não tem grande palatabilidade. Um atrativo para os bovinos é o fato de ela permanecer verde até mesmo na época de seca. Entre os sintomas, o Cipó-preto causa problemas cardíacos e aborto.

· Comumente encontrado em solos ricos e pastos a beira das estradas, o Fedegoso pode causar cardiomiopatia quando ingerido, o que acontece por meio de feno contaminado com suas partes, principalmente em épocas de seca.

  • Conhecida como Timbó, essa planta é mais conhecida nas regiões sudeste e nordeste do país. O gado se intoxica no consumo de suas folhas e ela pode causar morte súbita.

 

Como prevenir as infestações

A causa mais comum para infestações nas pastagens são erros de manejo como falta ou excesso de água, não repor os nutrientes no solo ou roçar de forma equivocada (em época ou em número de vezes errados).

Segundo o site da Embrapa, pode-se realizar o controle preventivo por meio de métodos mecânico ou físico, químico e integração de métodos. Vamos conhecer melhor cada um deles?

  • O controle preventivo, como o nome já diz, são práticas que tem o objetivo de prevenir o aparecimento de plantas tóxicas onde ainda não ocorreu infestação. Entre essas práticas, está a compra de sementes de qualidade, para que não sejam inseridas as plantas daninhas em sua propriedade, por exemplo, e o manejo ideal da pastagem, como utilização de forrageira ideal às condições.

 

  • Não sendo suficiente isoladamente, o controle mecânico mais comum é a prática da roçagem, que pode ser feita de forma mecânica, como sugere o nome, ou manualmente. Aqui é importante entender que a roçada junto com um manejo equivocado de forragem pode piorar a infestação.

 

  • O controle químico diz respeito à utilização de herbicidas. Em áreas novas, é possível fazer uso de baixas doses, uma vez que é mais fácil acompanhar o surgimento e desenvolvimento das plantas invasoras, interrompendo-as. No cenário contrário, quando já há cobertura ideal de forrageira, deve-se roçar o local de 40 a 60 dias, aproximadamente, antes de aplicar o herbicida.

 

  • Você também pode optar por uma integração de métodos quando a situação estiver mais séria. Geralmente os melhores resultados são conseguidos aliando os controles mecânicos e químicos.

 

Não deixe de se prevenir realizando o manejo correto do seu pasto. Na dúvida, consulte um técnico, cuide e garanta a saúde do seu rebanho e a produtividade e rentabilidade de seu negócio!

 

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